domingo, 18 de abril de 2010


Eu me lembro das luzes, do cheiro, das cores da minha infância, lembro da escola, dos amigos, da pureza. Lembro do meu cachorro que era maior que eu, do meu gato que eu tinha medo, do medo do escuro. Lembro dos abraços do meu pai, do conforto do colo de minha mãe e como tudo era mágico... Lembro de quando fui crescendo, do adeus que eu não dei ao meu pai e de como tudo mudou, de como cresci depressa, lembro de que brincava na rua com meu primo e que ele era meu melhor amigo, lembro que eu subia em árvores, soltava pipa, jogava bolinhas de gude. A velha infância... Então chegou a adolescência e o colegial. Exatamente como tudo o que é bom dura pouco, o tempo passou mais do que depressa e me deixou com está saudades absurdas. Meus amigos, cada um tem um destino, uns estão na faculdade, outros trabalhando, alguns estão com filhos, um foi preso =/, cada um fez o que quis de sua vida, cada um sofre as conseqüências e inconseqüência de ter vivido ao extremo, assim como eu vivi. Sei que vou fazer apenas 20 anos, mas sabe o que é você fechar os olhos e se ver com 17 anos? E lembrar que tudo era perfeito e que você tinha “tudo” o que almejava. Agora eu sei contos de fadas não existem e eu não sou mais aquela princesinha, pois meus castelo de cartas foi ao chão e hoje, eu não sei onde eu aprendi a ser assim, alguns dizem que sou madura, eu diria que a cada dia que passa estou mas fria e calculista. Juro, se ser adulto é ser assim, eu quero voltar a ser criança e quem sabe me perder na terra do nunca, para tentar achar minha felicidade que hoje, prestes há completar 20 anos, não consigo encontrar.
Será que seria este meu destino? Sei que Deus tem algo muito bom reservado para mim. Nostalgiando!

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